Escândalo sexual: Pastores são acusados de estuprar meninas e chamar crime de “missão divina”

As investigações começaram após denúncia de uma adolescente, revelando um esquema de coerção e chantagem para silenciar as vítimas. | Divulgação/Arquivo pessoal

Nesta quarta-feira (15), a Polícia Civil indiciou o casal de pastores Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, pela suspeita de estuprar ao menos seis meninas em Boa Vista, cidade de Roraima. As investigações começaram em abril, após a denúncia de uma adolescente de 14 anos, seguida pelo relato de outras cinco vítimas.

De acordo com as autoridades, os suspeitos se valiam da fé e de suas posições de liderança religiosa para manipular jovens de 12 a 17 anos.

Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a pastora realizava a aproximação inicial com as vítimas, enquanto o marido utilizava o cargo religioso e interpretações distorcidas da Bíblia para convencê-las de que os atos sexuais tinham finalidade espiritual.

Para assegurar o silêncio das adolescentes, eram oferecidos dinheiro e benefícios, como jantares.
"As práticas sexuais eram fruto de uma cadeia sistemática de manipulação, abuso de autoridade religiosa, chantagem e coerção psicológica, o que afasta qualquer alegação de voluntariedade e reforça a gravidade dos crimes praticados, em razão do temor reverencial", detalhou a polícia.

O casal também proibia a realização de denúncias ao fazer com que os fiéis tivessem medo de punições por rebeldia. Esse medo era sustentado pelas normas da igreja, que estabeleciam o desligamento de membros que questionassem a autoridade pastoral.

A delegada Kamilla Basto apontou que o caso se mostrou desafiador:

Fonte: BNews

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