Sampaio enfrenta a oposição, os dissidentes e o próprio vice e leva seus candidatos a quase o dobro de votos em Miguel Calmon

Sampaio enfrenta a oposição, os dissidentes e o próprio vice e leva seus candidatos a quase o dobro de votos em Miguel Calmon

Com apenas dois dos onze vereadores ao seu lado, o prefeito venceu uma frente que reunia ex-prefeito, ex-candidata derrotada em 2024, sua vice e o atual vice-prefeito.

As urnas de Miguel Calmon deram um recado claro neste domingo. Mesmo diante de uma das maiores concentrações de forças políticas já vistas contra um gestor no município, o prefeito Sampaio levou seus candidatos à liderança isolada na cidade, com uma vantagem próxima do dobro de votos sobre os segundos colocados.

Com a apuração concluída, Claudio Cajado (PP) foi o deputado federal mais votado em Miguel Calmon, com 4.562 votos. Lucas Reis (PT) ficou em segundo, com 2.537, uma diferença de mais de 2 mil votos. Cajado foi eleito com cerca de 110 mil votos em toda a Bahia, e Miguel Calmon foi uma das cidades que garantiram sua vitória.

Para deputado estadual, o resultado se repetiu. Eduardo Salles (PV) foi o mais votado da cidade, com 4.318 votos, contra 2.478 de Rowenna (PT), uma vantagem de 1.840 votos.

O resultado ganha ainda mais peso quando se observa o tamanho do grupo que estava do outro lado. Sampaio enfrentou o ex-prefeito Caca, a ex-candidata a prefeita derrotada nas eleições de 2024 e sua vice, além do próprio vice-prefeito, que se afastou do grupo e passou a atuar contra os candidatos do prefeito. Na Câmara Municipal, o cenário também era adverso: só a ex-candidata e sua vice contavam com três vereadores ao seu lado, enquanto o prefeito tinha apenas dois dos 11, Paulo da Saúde e Dra. Priscila, fechados com ele durante toda a campanha.

Durante a campanha, o vice-prefeito chegou a afirmar em um podcast que Sampaio não tinha lideranças ao seu lado. As urnas trataram de responder: quem tinha as lideranças perdeu, e quem tinha o povo venceu com quase o dobro de votos. Em Miguel Calmon, ficou provado que liderança não se conta em nomes no palanque, mas em votos na urna.

Na prática, foi um homem, acompanhado de dois vereadores, contra praticamente toda a estrutura política tradicional do município. E o eleitor calmonense respondeu, mostrando que reconhece o trabalho da atual gestão e confia nas indicações do prefeito.

O desempenho reforça a liderança de Sampaio no cenário local e mostra que, em Miguel Calmon, a força política não se mede pelo número de aliados no palanque, mas pela relação construída diretamente com a população.

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